Matérias: Bandas (Palco Principal) / Bandas (Palco Myspace) / Galeria de Fotos

Primeiro Dia

Sol, calor e rock. Esta foi a receita do primeiro dia no Maquinaria Festival 2009, um dos eventos mais aguardados do ano em São Paulo.

A festa começou no palco Myspace onde tocaram cinco bandas não tão conhecidas, mas que passaram muito bem o seu recado, mostrando o seu rock com peso e agressividade como marcas registradas, e respeitando a pontualidade do evento foram elas, as bandas Lotus, Comodoro, Sayowa, Maldita e Brothers Of Brazil, banda de Supla e João Suplicy, que fez sua mistura de bossa nova com punk rock, além dos hits do Supla.

E assim começou a tarde com muita música boa e gente bonita, a Chácara do Jockey fervia com um público não tão grande no início, mas muito animado e participativo na faixa etária entre seus 20 e 40 anos, que enquanto se divertiam ao som das novas bandas que ali se apresentava, aguardavam também ansiosos pelas atrações internacionais confirmadas para o evento com bandas contendo ai pelo menos 15 anos de estrada e que ainda arrancam muitos aplausos e gritos dos apaixonados pelo Rock no mundo a fora.

Se alguém pensou que aquele sol escaldante iria afastar a galera se enganou, a farra estava apenas começando e era chegada a hora de conferir o que estava para acontecer no outro palco da Chácara, a Rock SP correu para registrar tudo pra você. O palco principal abriu com as duas únicas bandas de rock nacional convidadas a tocar nele no festival desta edição, Nação Zumbi e Sepultura, a escolha não poderia ter sido mais feliz, dois monstros do Rock nacional, mais respeitados pelo público brasileiro. E na platéia os fãs que já haviam reservado seus melhores lugares e estavam enlouquecidos em meio aquele calor absurdo, mas mesmo assim se apertavam em frente ao palco para ficar pertinho de seus ídolos, e juntos cantavam todas as músicas dos caras.

Galera aquecida depois da sacudida de Nação Zumbi e Sepultura, e sobe ao palco uma das atrações mais esperadas do dia, eram eles, os californianos do Deftones que fizeram um show extremamente barulhento fazendo o público delirar a cada grito estridente de Chino Moreno que muito carismático e totalmente entregue ao público ali presente desceu até a grade que os separava para cantar e cumprimentar a galera com muita empolgação. É ele aproveitou bem seus 80 minutos de show no momento onde a Chácara do Jockey já estava repleta de fãs.

A penúltima atração de peso foi o Jane’s Addiction, que se apresentava pela primeira vez no Brasil. A banda, apesar de não ter feito muito sucesso por aqui, é um grande ícone da cena alternativa norte-americana dos anos 90. Depois de um longo período parados, a banda mostrou um excelente entrosamento e um show performático de muito bom gosto.

A grande e mais esperada atração da noite Faith No More, começou com um pequeno atraso devido a chuva forte que ameaçou cair o dia todo, mas que caiu justamente no final do festival.

Mas se o sol quente não desaminou a galera não seria uma forte e rápida chuva que o faria. E logo após a produção proteger todo o equipamento, a chuva pára e eles correm para tirar toda a proteção porque subia ao palco do Maquinária Festial 2009, Mike Patton, com seu terno vermelho, óculo escuro e um guarda chuva, arrancando muitos aplausos do público que já estava agonizando por causa da espera, e que feliz cantou e se emocionou muito até o último grito de Mike Patton em “Digging The Grave”.

Valeu a espera. Os fãs ainda puderam cumprimentar bem de pertinho seu ídolo quando ele desceu até a pista, cantando e distribuindo beijos aos fãs que ali o prestigiavam.

E assim termina a noite no primeiro dia do festival, ao som dos gritos e aplausos de uma galera pra lá de satisfeita.


Segundo Dia

Após muito calor e loucura do primeiro dia de festival, o segundo começa com o tempo nublado e um público visivelmente menor. Mas o número de pessoas não significa menos idolatria, já que o nome da noite era praticamente um só: Amy Lee.

As filas na entrada da Chácara do Jockey já existiam desde quinta-feira, e formadas totalmente por fãs do Evanescence, que agüentaram sol e chuva só para ficar mais perto de seu ídolo. O público era mais jovem, mas não desrespeitoso com as outras bandas, muito pelo contrário, agitaram até o fim do dia, mostrando ai a grande força da nova geração do Rock.

A presença em uma maioria de pré- adolescentes e adolescentes no evento era nítida. As filas para compra de cerveja praticamente não existiam e grande parte das atrações do dia era formada por bandas de rock/pop voltadas para o público mais novo.

No palco MySpace as bandas, Volantes, Terceira Edição e Hori mostraram grande maturidade, arrancando até alguns gritos das adolescentes presentes. E nele tocaram

ainda, duas atrações internacionais, os uruguaios do Silicon Fly e fechando a noite neste palco, os canadenses do Danko Jones, que fizeram um grande show, e que em nossa opinião, podiam ter tocado no palco principal.

E falando do palco principal a tarde pega fogo com o primeiro show dos caras do Loaded no Brasil, banda do ex-baixista “Duff Mckagan” do Guns N’ Roses, cujo som é uma mistura de Hard Rock e Punk Rock. O grupo fez um show muito consistente e carismático, que acabou conquistando o público, mesmo com boa parte dele não fazendo a menor idéia de quem era Duff. O ponto alto da apresentação foi à execução de músicas do Guns N’ Roses, é claro.

E os japoneses do Dir En Grey e seu metalcore agressivo já com 12 anos de estrada, foram a segunda banda a tocar e com certeza um dos shows mais barulhento do festival neste dia, arrancando varias lágrimas de seus fãs em sua maioria feminino, que cantaram todas as músicas da banda. Os jovens músicos do Dir Em Grey deram um show de técnica no palco. A agressividade da música foi tanta que a Chácara inteira tremia com os acordes da banda.

A penúltima atração foi o Panic! At The Disco, que teve sua apresentação bastante prejudicada pela chuva forte que começou a cair no início do show, obrigando o grupo a

optar por um show menos teatral que o de costume, e com isso acabou tendo menos destaque. Mas estão de parabéns, pois levaram o show até o fim embaixo de chuva, em respeito aos fãs ali presentes que mesmo molhados continuaram alí curtindo o som da banda.

Só nos faltava saber, e agora, será que ela vem? Será que a chuva vai parar? Para a felicidade de todos e do último grupo mais esperado pelos fãs a dias na fila em frente a Chácara do Jockey a chuva deu uma trégua, e na escuridão do palco surgia a voz da bela Amy Lee e seu “novo” Evanescence fazendo um grande show, e mostrando que quem carrega a banda mesmo é ela. Apesar de alguns problemas técnicos, a presença da cantora brilha no palco, sendo impossível não cantar junto os maiores hits da banda. É, deu pra matar a saudade e soltar as bruxas não é mesmo, o fim do Festival foi em grande estilo e agora só nos resta aguardar a edição de 2010, já prometida pelos organizadores.

Textos: (DC) e (TR)
Fotos: (DC) e (TR)
Revisão: (PH)